GEOGRAFIA ESCOLAR - ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO.

Conteúdos de geografia direcionados a alunos e interessados. Prof. Oscar Nascimento.

09/09/2011

POVOS DA ÁFRICA E A ESCRAVIDÃO NO BRASIL.




ATIVIDADE DE HISTÓRIA.   
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               Como se sabe, a mão de obra escrava foi a principal força de trabalho até meados do século XIX. O documento abaixo é parte de um inventário que data de 1780. Nele o proprietário de escravos enumera cada um de seus escravos com respectivas idades e preços. LEIA COM ATENÇÃO E DEPOIS DEBATA COM SEU COLEGA DE DUPLA COPIE E RESPONDA AS QUESTÕES SEGUINTE.
Escravos listados no inventário de José Viera de Almeida, rico coronel, morador de uma fazenda na freguesia de Baependi, localidade próxima a São João Del Rei, em Minas Gerais, datado de 1780:

• Francisco, mulato, ferreiro, 30 anos  -                                  185.000 réis
• Jozefa, mulata, mulher do Franscico, -                              110.000 réis
• Mariana, mulata, 10 anos, filha de Jozefa e Francisco,  -  70.000 réis
• Antônio, mulato, 6 anos, filho de Jozefa e Francisco,   -  50.000 réis
• Joana, mulata, 4 anos, filha de Jozefa e Francisco,  --    40.000 réis
• João Congo, 30 anos,  -                                                   90.000 réis
• Ignácia, mulata, mulher de João Congo,   -                     110.000 réis
• Isabel, de peito, filha de João Congo e Ignácia,   -          25.000 réis
Fonte: LIBBY, Douglas Cole & PAIVA, Eduardo França. A escravidão no Brasil: relações sociais, acordos e conflitos. São Paulo: Moderna, 2000. Texto adaptado para fins didáticos.
01 – Que tipo de relação existe entre os escravos, podemos identificar com o documento?
02 – Em relação aos direitos e a liberdade individual, descreva os direitos e a liberdade e os direitos destes indivíduos.
03 – As pessoas relatadas na lista podiam ser comprados, vendidos, leiloados, emprestados, alugados, doados ou penhorados, ou seja, eram propriedades de outra pessoa. A partir destas informações escreva um conceito para a palavra ESCRAVIDÃO.
04 – Quando um senhor de escravo adquiria um escravo, qual era o seu objetivo? Em que eles iriam trabalhar para compensar o investimento de seu dono?
A figura do quadro abaixo foi produzida entre 1816 e 1831 e mostra as diferenças físicas entre os diversos grupos de negros escravos que vieram para o Brasil. OBSERVE COM ATENÇÃO AS FIGURAS SEGUINTES E RESPONDA AS PERGUNTAS.
01 – Qual é o Título da obra? Qual foi o seu autor?
02 – O que Debret nos mostra com esta figura? Além da fisionomia, nos rostos das figuras aparecem marcas tribais que não aparecem visíveis na cópia, eles possuíam diferentes culturas, religiões, línguas. Descreva as outras observações que parece diferenciá-los ao observar a figura.
03 – RESPONDA CONFORME A CONCLUSÃO DA DUPLA.
               A – Todos esses escravos faziam parte de um povo só? Explique.
               B – Falavam a mesma língua?
               C – Tinham a mesma religião?
       
        Negros africanos de diferentes nações, autor Jean Baptiste Debret, produzida entre 1816 e 1831.
                                                                                                                                                                                                               D – Moravam na mesma região da África antes de virem para o Brasil?
                                                                                                                                                                                                               F – Como seriam a África, terra natal dos negros?
LEIA COM ATENÇÃO OS TRÊS TEXTOS ABAIXO, PARA DESENVOLVER A ATIVIDADE SEGUINTE.
Texto 01:
A escravização existia na África desde tempos imemoriais. Era uma realidade institucional, não somente exercida na prática, mas sancionada pelas leis e pelos costumes. Nos impérios do Mali e do Gao, escravos estabelecidos em colônias agrícolas cuidavam das grandes propriedades dos príncipes e dos ulemás, grupo islâmico da região de Gabu, oeste da África. Esses escravos, em toda a África, eram obtidos pelos mais diversos meios, do seqüestro à guerra dirigida especificamente para caçar e capturar gente, cativos que eram conduzidos a pé pelas estradas, amarrados uns aos outros pelo pescoço
RISÉRIO, Antonio. Escravos de escravos. In: Nossa história. Ano 1, nº 4, fev. 2004. p. 63.

Texto 02:
Os africanos não foram apenas envolvidos pelo tráfico de escravos. Eles também se envolveram ativamente no grande comércio transatlântico. Isto é: uns foram vítimas, outros foram agentes do tráfico. Eram os próprios africanos que controlavam as fontes de fornecimento de escravos negros. Agiam como intermediários e traficantes, carreando corpos para as embarcações européias.
RISÉRIO, Antonio. Escravos de escravos. In: Nossa história. Ano 1, nº 4, fev. 2004. p. 64
. A partir do século XV, com a expansão marítima européia, a história africana mudaria profundamente. Em 350 anos a África forneceria cerca de 12 milhões de escravos para a América, dos quais 4 a 5 milhões para o Brasil, no maior deslocamento forçado de população ocorrido na história da humanidade.
RIBEIRO, Marcus Venicio. Uma história em que entrem todos. In: Nossa história. Ano 1, nº 4, fev. 2004. p. 85.


Texto 03:
A produção social do escravo permite compreender o segredo dos baixos preços do cativo. Entende-se por produção social do escravo a soma dos gastos, em horas-trabalho, necessários à produção e manutenção do homem desde o seu nascimento até o instante em que ele se transforma em escravo. É seu grupo familiar e sua comunidade, quem efetivamente o produz. Antes de ser capturado, o indivíduo é criado graças a muito trabalho realizado por sua comunidade (ele foi alimentado, abrigado, protegido, vestido...) Ora, como a violência (guerra, rapto, captura) é o meio fundamental por meio do qual o homem é retirado de sua comunidade e escravizado, o custo social de sua produção é apropriado e jamais será pago. Por isso pode-se afirmar que não existe uma correspondência entre o valor do homem escravizado e sua troca por mosquetões, fardos de têxteis, barris de aguardente. A violência que transforma o homem em escravo determinava os baixos preços do cativo na América.
FRAGOSO, João e FLORENTINO, MANOLO. O arcaísmo como projeto: mercado atlântico, sociedade agrária e elite mercantil no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Diadorim, 1993. p. 46-47.
SOBRE OS TEXTOS ANTERIORES, COPIE NO CADERNO E RESPONDA AS SEGUINTES PERGUNTAS.
01 – Antes da chegada dos europeus na África, já existia escravidão no continente? Justifique conforme texto 1. Como eram capturados?
02 – Todos os negros africanos estavam sujeitos a ser escravos?  Houve colaboração de próprios africanos? Justifique conforme argumentos do texto 2.
03 – Justifique os baixos preços dos escravos, comparando com os lucros que eles atribuíam a seus senhorios. Justifique conforme argumentações apresentações no texto 03.
Texto 04
“Sem dúvida, a existência anterior de escravos, e de sua comercialização, facilitou a implantação e o sucesso desse novo negócio. Porém, foram as ações de mercadores e capitais europeus (mais tarde americanos) que provocaram o aumento dos conflitos [na África] com o objetivo de obter mais cativos.”
Op. cit. Marina de Mello e Souza, Revista Nossa História, ano I, nº 8, junho de 2004. p. 81.

01 - Qual o impacto, a longo prazo, do tráfico negreiro realizado por europeus e, mais tarde, americanos nas sociedades africanas?
IMPORTANTE.
EM DUPLA ESCREVA UM TEXTO DISSERTANDO SOBRE O QUE VOCÊ DESCOBRIRAM A RESPEITO DOS NEGROS NA ÁFRICA E A ESCRAVIDÃO PRATICADA NO BRASIL NO PERÍODO COLONIAL
Baseada na orientação pedagógica sugerida no CBC de história CRV da SEE-MG

08/09/2011

PALAVRAS PARA O GLOSSÁRIO DE GEOGRAFIA 8º ANO TERCEIRO BIMESTRE.

VERBETES PARA O GLOSSÁRIO DE GEOGRAFIA
8º ANO  -
1.     ABORÍGENE 65
2.     ACRE  -  112
3.     ALTIPLANO   73
4.     AMÉRICA CENTRAL  63
5.     AMÉRICA DO NORTE   63
6.     AMÉRICA DO SUL   63
7.     APEC 53
8.     ARTESANATO 13 
9.     ASEAN   53
10.  BELTs    118
11.  BENELUX 50
12.  BURGUESIA 12 
13.  CAPITAL 14
14.  COLÔNIA DE EXPLORAÇÃO    66- 111
15.  COLÔNIAS DE POVOAMENTO 67
16.  CORN BELT 119
17.  CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO  88
18.  DAIRY BELT   118
19.  DENSIDADE DEMOGRÁFICA  88
20.  DESERTOS  78
21.  DESTINO MANIFESTO  112
22.  DOUTRINA MONROE  113
23.  ECONOMIA DE MERCADO 15
24.  ECONOMIA PLANIFICADA 16
25.  ESTATIZAÇÃO 16
26.  ESTEPE  78
27.  EXCEDENTE DE PRODUÇÃO  110
28.  FEUDALISMO 12
29.  FLORESTA BOREAL  77
30.  FLORESTA TEMPERADA   77
31.  FRUIT BELT  119
32.  GUERRA DE SECESSÃO  111
33.  GUERRA FRIA 17
34.  LEI DA OFERTA E DA PROCURA 15
35.  MALCOLM X  136
36.  MANUFACTURING BELT   118
37.  MANUFATURA  13
38.  MAPA DE TEMPO  82
39.  MAPAS ORDENADOS  134
40.  MAPAS QUANTITATIVOS    134
41.  MAPAS TEMÁTICOS  104
42.  MAQUILLADORA   131
43.  MARTIN LUTHER KING   137
44.  MEGALÓPOLE   117
45.  MERCADO COMUM 50
46.  MERCOSUL 51
47.  MILICIA TALIBà 121
48.  MONOPÓLIO 15
49.  MOVIMENTO SEPARATISTA DE QUEBEC  125
50.  NAFTA 52
51.  NOVO MUNDO  62
52.  OLIGOPÓLIO 15
53.  OMC - 49
54.  ONU  121
55.  OTAN  121
56.  PACTO ANDINO 53
57.  PIB PER CAPITA  31
58.  PIRÂMIDE ETÁRIA  91
59.  PLENO EMPREGO 16
60.  POVOS PRE-COLOMBIANOS  64
61.  PRADARIA  78
62.  PRIMEIRO MUNDO
63.  PROPRIEDADE PRIVADA DOS MEIOS DE PRODUÇÃO 15
64.  REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 14
65.  ROYALTY 21
66.  SADC   53
67.  SAVANAS  79
68.  SEGUNDO MUNDO
69.  SUBSÍDIO 49
70.  TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL  90
71.  TERCEIRO MUNDO
72.  TUNDRA  77
73.  UNIÃO ADUANEIRA 50
74.  VALE DO SILÍCIO    99
75.  VERTENTES  72
76.  WHEAT BELT  119
77.  ZONA DE LIVRE-COMÉRCIO 50